PSC E O "VELHO DO RESTELO"
OS TROMPETISTAS DO CAOS

Por acreditar em Deus, Ele tem sido meu parceiro e eu, às vezes, desconfio do que acontece comigo.
Paro pra pensar. Intuo que é coisa de Deus.
Porque a essência de Deus não está em religião e muito menos em igreja: está na fé. Eu tenho!
Onde chego, sou questionado sobre a bola do Nico que não entrou.
Respondo com às palavras do Alberto Maia: “Deus não quis”.
Se a bola entra, imagina o “Tiktok” ...
Num restaurante, hoje, encontrei um velho conhecido da família bicolor.
Um daqueles que conhece o Paysandu de pai pra filho, frequentador de rodas políticas desde os anos 80 e tem incontáveis serviços à instituição.
Eu diria que ele é avesso à política do Clube, mas muito atento aos bastidores, e sabe muito dos “intramuros” do PSC, e, então, não perdi a oportunidade de falar de eleição, que acontece nesta terça-feira, 3, das 17h às 21h, na sede com chapa única, à do Marcio Tuma.
Sobre Fred Carvalho que tem questionado o processo eleitoral, ele disparou.
- O judiciário não costuma aceitar esse tipo de jogo. Uma coisa é fazer oposição, outra é criar turbulência. Se quer participar, lance uma chapa, entre no Clube, apresente ideias e ajude quem está no Clube.
- Peraí. O Fred está totalmente errado? – insisti.
- Zeca, muita coisa que o Fred fala tem fundamento. Outras são devaneios. Se fosse mais centrado, já poderia ser conselheiro, estaria dentro da Curuzu, seria ouvido. Mas, prefere ouvir o barulho à construção”.
- Então, como definir o torcedor Fred Carvalho? – indaguei.
- Enquanto confundir oposição com provocação e política com espetáculo, continuará acumulando derrotas e perdendo credibilidade. No Paysandu, para ser respeitado, não basta barulho. É preciso construir alguma coisa. E muitos que construíram não são reconhecidos. Fred é jovem e poderia estar aproveitando o momento de rejuvenescimento, que no início do século, teve a Juventude Bicolor de onde saíram presidentes, advogados do Clube, diretores de futebol, de sede, finanças etc. Tomara que a eleição seja início de uma boa formação de conselheiros para fiscalizar os gestores e não “vacas de presépio”.
De buchinho cheio de uma gostosa feijoada, despeço-me do meu “Velho do Restelo”, que fez questão de pagar a conta, e enquanto esperava o garçom, concluiu: “O Paysandu, Zeca, sempre teve os trompetistas do caos e os velhos conhecedores da política bicolor, que calam-se, mas agem com sabedoria”.
É o que há!




